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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Okkervil River - The Stage Names


Quando se pensava que a fórmula folk com piscadelas pop já estaria gasta, eis que uma já semi-veterana banda de Austin, que parecia condenada à penumbra, o desmente com o seu quarto àlbum. Stage Names é no entanto, essencialmente, um àlbum de palavras; um desfile de personagens que se movem entre a realidade e a ficção, onde a música marca "apenas" a banda sonora das suas autobiografias. Toda esta atmosfera cinematográfica é magistralmente desenhada pela pena de Will Sheff, um dos letristas mais inspirados e subestimados da música actual. Do retrato de infância em Our Life is not a Movie or Maybe à crise de meia idade em A Hand to take Hold of the Scene, passando pelo falsamente inocente jogo de palavras em Plus Ones, este àlbum corre lentamente até à sua última e melhor canção, em que Sheff nos conta na primeira pessoa o suícidio do poeta americano John Berryman (née John Allyn Smith), terminando numa apoteótica homenagem aos Beach Boys ao som de um distorcido Sloop John B.

by the second verse, dear friend, my head will burst, my life will end...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Wolf Parade - At Mount Zoomer


Após intensas audições, umas cuidadas outras histéricas, apetece gritar àlbum do ano a plenos pulmões ao novo rebento da dupla Boeckner-Krug, uma espécie de Lennon & McCartney do indie de Montreal. Confesso que me desperta alguma curiosidade saber se este àlbum vai ser referenciado nas inevitáveis listas de final de ano das publicações musicais. Algo me diz que este At Mount Zoomer vai passar quase anónimo e que kissing the beehive vai ser a melhor canção de sempre que nunca ninguém ouviu.


OST Balnear Season 2008

Band of Horses

Visto que nenhum jornal desportivo me abordou sobre qual o meu destino secreto de férias, qual a minha viagem de sonho ou que livros me acompanham durante as férias (segundo dados do INE, cerca de 115% dos futebolistas profissionais responderam o Código da Vinci ou a biografia de Diego "Divine-Hand in your face brits" Maradona), decidi antecipar-me e publicar a minha mixtape, ou as canções que me acompanham durante estes últimos tempos.


Band of Horses - ode to lrc

Stephen Malkmus & The Jicks - hopscotch willie

Sunset Rubdown - swimming

Bon Iver - flume

Bonnie Prince Billy - death to everyone

Swan Lake - all fires

Wolf Parade - bang your drum

The National - gospel

MGMT - of moons, birds & monsters

We Are Wolves - magique

Leonard Cohen - who by fire?

Tom Waits - chocolate jesus

Why? - brook & waxing

Robert Johnson - dead shrimp blues

Okkervil River - plus ones

Sérgio Godinho - espalhem a notícia

New Pornographers - the jessica numbers

Fausto - quando às vezes ponho diante dos olhos

Radiohead - videotape

Panda Bear - comfy in nautica

Ornatos Violeta - notícias do fundo

Badly Drawn Boy - 40 days & 40 fights


songs are never quite the answer, they're just a soundtrack to a life



p.s: o livro que me acompanha durante as férias são os contos de Oscar Wilde. Jornal 'O Jogo', be my guest.

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Sunset Rubdown - Us Ones in Between



A qualidade do vídeo não é a melhor mas fica o aperitivo para domingo.

you are a waterfall waiting inside a well, you are a wrecking ball before the building fell.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Pavement - Terror Twilight


Dos Pavement alguém disse um dia que eram os progenitores do que hoje se conhece como movimento indie, por terem sido a primeira banda a gerar um culto considerável à sua volta sem fazer parte de uma editora major. Subejctividades à parte, é inegável que deixaram um legado que ainda hoje se mantém vivo, em parte graças a Stephen Malkmus e aos Silver Jews, para citar os mais óbvios.

Ao fazerem Terror Twilight, com produção de Nigel Godrich (o 6º Radiohead) e participação especial de Jonny Greenwood, os Pavement criaram talvez o seu àlbum mais subestimado. A essência da banda está lá. Das guitarras cortantes de um senhor auto-denominado Spiral Stairs às letras satíricas de Stephen Malkmus, que as debitava com o ar mais inocente do mundo: "beware the head of state says that she believes in leprechauns. Irish folk tales scare the shit out of me", dizia Malkmus em Folk Jam, a canção com o melhor uso de banjo da música contemporânea. Mas também isto é discutível.

Spit on a stranger abre o àlbum. Fica o vídeo.